Marcelo acordou com a sensação rara — e profundamente irritante — de que nada ao seu redor obedecia mais à sua lógica.
O quarto ainda estava escuro, cortinas pesadas bloqueando o início do dia, mas o sono já tinha ido embora. Não fora um despertar brusco; fora um abandono. O sono simplesmente desistira dele no meio da madrugada, como vinha fazendo havia semanas. Ele ficou deitado, olhando para o teto, ouvindo a própria respiração e sentindo um cansaço que não vinha do corpo, mas da mente.
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