Marcelo estava sentado sozinho no escritório, a cidade brilhando através das janelas do décimo oitavo andar. Cada luz parecia pequena demais para ocupar o espaço que ele sentia dentro de si. O barulho distante do trânsito, o murmúrio dos elevadores, os passos ocasionais do segurança no corredor — tudo parecia um pano de fundo para a mesma sensação de vazio que ele carregava há semanas. Ele deixou os braços caírem sobre a mesa e respirou fundo. Pela primeira vez em anos, sentiu que o peso do mu