Ponto de Vista: Leonardo
O paraíso não terminou com um estrondo; ele terminou com o som seco e rítmico de notificações de celular.
Eu estava parado no centro da recepção, sentindo o chão fugir sob meus pés. A Maya não estava apenas brava; ela estava em choque. Seus olhos, que horas atrás brilhavam de desejo, agora estavam dilatados, vazios de qualquer brilho. O pânico dela era palpável, uma névoa fria que preenchia o espaço entre nós.
— Maya, por favor, me ouve... — Minha voz saiu trêmula, pequ