Ponto de Vista: Maya
Eu ainda segurava a caneca de café, mas o líquido já estava frio, tão sem vida quanto o cenário diante de mim. O silêncio que se seguiu à fala do Tião não era o silêncio de paz que eu tanto lutei para construir em Porto do Silêncio; era o silêncio que precede um novo tipo de desastre.
Eu olhava para o jardim e via mais do que galhos quebrados e lama. Eu via o fim de uma era. A parte de mim que acreditava em recomeços tinha sido arrancada junto com a raiz daquela amendoeira