HENRIQUE
Eu sempre acreditei que controle fosse sinônimo de poder.
E naquele momento, com Ella presa contra o meu corpo, um dos meus braços firmes ao redor dela e a outra mão segurando-a pelo ombro, eu tinha certeza de que ainda estava no comando.
A polícia podia estar ali.
Noah podia estar ali.
Mas eu tinha a vantagem.
— Ninguém se aproxima — eu rosnei, sentindo o corpo dela tremer. — Um passo a mais e ela paga.
Ella respirava rápido, o peito subindo e descendo em pânico. Boa. O medo sempre facilitava as coisas.
— Pai… — a voz de Noah veio rouca, carregada de algo que eu conhecia bem: desespero. — Isso acabou. Solta ela.
Eu ri. Um riso curto, quase entediado.
— Você ainda não entendeu, filho? — apertei um pouco mais o braço ao redor dela. — Isso só acaba quando eu decido.
Os policiais gritavam ordens, armas erguidas, mas ninguém se aproximava. Todos sabiam que um movimento errado podia ser fatal.
Então Noah fez algo que eu não esperava.
Ele avançou um passo rápido em direção a um dos