ELLA
O silêncio que ficou no apartamento depois que Cristina fechou a porta parecia maior do que deveria. Eu estava deitada, cercada por almofadas, cobertores e a sensação constante de fragilidade que o médico tinha imposto como regra absoluta. Repouso. Aquela palavra ainda ecoava na minha cabeça como uma sentença e, ao mesmo tempo, como um aviso de que eu precisava cuidar não só de mim, mas do pequeno coração que batia dentro de mim.
Noah voltou da porta devagar. O rosto dele carregava um peso novo, diferente do cansaço dos últimos dias. Era responsabilidade. Daquelas que mudam o jeito de respirar.
— Ella… — ele começou, sentando-se na beira da cama. — Minha mãe… fez mais do que eu imaginava.
Eu o observei em silêncio enquanto ele passava a mão pelo rosto, nervoso.
— Ela assumiu tudo. Oficialmente. Tirou meu pai de qualquer decisão dentro da empresa. E… — ele respirou fundo — me colocou como CEO.
Senti meu coração apertar. Não de medo por mim, mas por ele.
— Noah… isso é enorme.
— É