POV Katerina Sokolov
A minha pergunta pairou no ar gélido e mofado do quarto, pesada como uma âncora de chumbo afundando em um oceano escuro.
Eu não pisquei. Eu não recuei. Mantive os meus olhos cravados nas íris insondáveis de Victor Vance, buscando nas profundezas daquele homem qualquer fagulha, qualquer resquício de luz que pudesse justificar os últimos três anos da minha existência. O meu coração batia tão fraco contra as minhas costelas que eu mal sentia o meu próprio pulso.
Por um longo s