O galpão estava mergulhado numa luz azulada, vinda dos quatro monitores que Bia V. mantinha ligados. No centro da mesa de jantar, a caneta de ouro de Ricardo parecia um artefacto antigo, carregado de uma energia sinistra. Gabriel, com o braço enfaixado e o rosto limpo da fuligem do duto, observava Helena enquanto ela inseria a pequena ponta USB escondida no corpo da caneta no computador encriptado.
— Estás pronta? — perguntou Gabriel, a voz baixa. — Assim que entrarmos nesse servidor em Gene