O som metálico das ferramentas de Gabriel sendo jogadas na caçamba da caminhonete do lado de fora ecoou como uma sentença final nos ouvidos de Helena. Ela permaneceu estática diante da mesa de luz, a palma da mão ainda pressionando o cheque de Lovatelli contra o papel vegetal. O silêncio que se seguiu à partida dele era denso, pesado, um tipo de vácuo que parecia sugar todo o oxigênio do galpão.
— Inacreditável — murmurou Helena para as paredes vazias. Suas mãos tremiam, não de medo, mas de u