O som da porta da limusine de Vitor Lovatelli batendo lá fora pareceu o fechamento de uma cela de prisão. Dentro do galpão, o silêncio era interrompido apenas pelo som rítmico do ventilador de teto, que girava como se tentasse dissipar a tensão acumulada entre Helena e Gabriel. O cheque de meio milhão de reais repousava sobre a mesa de luz, emitindo um brilho pálido e perverso sob os refletores.
Helena sentia o peso do olhar de Gabriel. Não era um olhar de raiva, o que talvez fosse mais fácil