O apartamento permanecia exatamente como Celina tinha deixado, organizado demais para alguém que saiu às pressas, silencioso de um jeito que não parecia natural para um espaço que, até pouco tempo atrás, era ocupado diariamente. Não havia sinais de abandono, não havia bagunça ou desordem, apenas uma ausência calculada, como se tudo tivesse sido interrompido sem deixar rastros. Quando ela entrou, não houve pausa, não houve olhar prolongado ou qualquer tentativa de se reconectar com aquele ambien