O restaurante não estava vazio, mas tinha movimento suficiente apenas para não chamar atenção. Algumas mesas ocupadas, conversas baixas, garçons passando sem pressa. Nada ali denunciava que aquela mesa, no canto mais discreto, carregava uma conversa que não deveria existir.
Gabriel já estava sentado quando Rafaelle chegou. Ele não olhou o celular, não mexeu no copo, não fez nada além de esperar. Quando ela puxou a cadeira e se sentou, ele apenas levantou os olhos, como se já estivesse no meio