Tina chegou em casa, já era noite, com o coração correndo na frente dela e as mãos ainda trêmulas. Não era calor, não era cansaço… era aquela vibração estranha que parecia ter grudado na pele, como se alguma coisa tivesse acordado nela e agora se recusasse a voltar a dormir.
Largou a bolsa no sofá e sentou, tentando respirar normalmente.
Mas o toque de Máximo Sforza, aquele toque rápido, quase nada… ainda queimava no braço dela. E a reação de repulsa também, como se dissesse: corre… perigo.
Pior do que isso era o que veio depois: a imagem. O flash. Aquilo que não era lembrança… mas parecia muito com uma.
Quando ele segurou a sua mão, a sensação do beijo.
Ela nunca havia beijado aquele homem. Não lembra de tê-lo visto antes de hoje.
E mesmo assim, podia jurar que sabia exatamente qual seria o gosto daquele beijo.
O que a deixou tonta não foi a atração. Foi a repulsa. A urgência absurda de recuar. A vontade de correr para longe, como se estivesse reagindo a algo que já viveu e não quer