O sol da manhã atravessava os vidros altos da sede da Fortunato Enterprise, iluminando o jardim central.
Para Tina, o lugar era lindo… mas sem alma.
Tudo era perfeito, simétrico, limpo… e morto.
Parecia que cada pétala tinha medo de respirar sem permissão.
Ela se ajoelhou perto de um canteiro de rosas amarelas, passou os dedos pelas pétalas murchas e suspirou:
— Pobrezinhas… tão tristes que até parecem de luto.
— Estão velhas. A voz grave de Máximo soou atrás dela. — Quero que troque todas. Plante novas. Algo mais… saudável.
Tina se levantou devagar, limpando as mãos na calça jeans.
Quando o sol bateu no cabelo dela, Máximo sentiu um impacto estranho no peito.
Um flash atravessou sua mente: Valentina.
Mas a reação dela não foi o grito habitual, nem o drama.
Foi só um olhar incrédulo.
— Trocar? Ela repetiu. — O senhor quer arrancar as flores porque estão tristes? O mundo não quer compromisso, mas quer usufruir da beleza. Coerência passou longe.
— Quero renovar o espaço. Jardins precisa