O sábado mal havia começado, mas Máximo Sforza já estava no escritório. Gravata impecável, postura rígida, café intacto.
Porque, francamente, nenhum organismo humano precisa de cafeína quando a própria mente está virando um pandemônio.
Tina Martins.
O nome rodava na cabeça dele como um mosquito irritante que não morria nunca.
Abriu o laptop, digitou o nome no sistema interno e viu o que já esperava: um cadastro limpo, perfeito, irretocável. CPF, endereço, telefone, histórico profissional, tudo tão organizado que chegava a ser ofensivo.
Perfeito demais.
E isso o deixava desconfortável.
— Senhor? A voz de Rita cortou seu devaneio.
— Precisa do relatório da filial de Roma?
— Depois. Murmurou, ainda olhando para a tela.
— Traga tudo o que puder sobre a senhorita Martins. Endereço, referências, contatos, histórico… tudo.
— Tudo? Ela repetiu, piscando.
— Tudo.
A assistente hesitou, farejando o problema.
— Ela cometeu algum erro, senhor?
Máximo levantou o olhar, gelado como metal.
— Soment