Estavam chegando de volta ao prédio, ainda rindo de uma piada sobre o “podrão”, quando o celular de Tina começou a tocar. Ela olhou a tela e o sorriso murchou.
— Oi… claro que estou bem! Disse tentando soar leve. — Já te disse que não tem por que se preocupar, Tiago. Sei me cuidar.
Máximo reconheceu o nome e, sem querer, o olhar dele mudou. Tentou parecer tranquilo, mas a curiosidade estava estampada.
Quando Tina desligou, ele disfarçou:
— Está tudo bem?
Ela deu um meio sorriso, um tipo de sorriso que não convence ninguém.
— Sim… é só um amigo que acha que precisa cuidar de mim, mesmo quando deixo bem claro que não quero.
Máximo fingiu um tom casual, mas lançou a isca:
— E ele tem motivos para se preocupar?
Tina cruzou os braços e olhou para frente, como quem mede as palavras.
— Ele acha que posso estar em perigo. E eu disse que sei me defender.
— E por que você estaria em perigo?
Ela suspirou. — Porque alguém pode me ver com você e achar que sou Valentina. E aí, tentar terminar o que