Máximo deixou Tina no jardim, ajoelhada entre as roseiras, concentrada demais para notar o mundo ao redor. Aquilo, por si só, já era perigoso. Ele sabia.
Entrou no prédio com passos firmes, o corpo indo para um lado enquanto a cabeça ainda estava lá fora, no cheiro da terra e no som da voz dela.
O celular vibrou.
Lucas.
Estou te esperando no escritório.
Máximo ergueu uma sobrancelha, encarando a tela como quem já sabe que vai levar uma bronca.
— Ótimo… Murmurou. — Arrumei até pai agora.
Empurrou a porta do escritório e encontrou Lucas encostado na mesa, braços cruzados, expressão de quem não veio para conversa fiada.
— Eu te vi no jardim. Lucas disparou, sem nem dizer oi. — Fazendo exatamente o que eu te disse para não fazer.
Máximo largou as chaves sobre a mesa com calma exagerada.
— Viu? Respondeu. — Que bom. Então aproveita e manda seus homens acelerarem, porque se você estava me espionando, é sinal de que não está trabalhando.
Lucas fechou a cara.
— Você poderia ter esperado. Esto