O café era tão anônimo quanto possível. Ninguém ali parecia reconhecer a “dona Clara” das reportagens ou o investidor britânico que vivia em colunas de economia. Era um alívio.
Julian tomou um gole de café antes de falar.
— Não precisa me poupar — disse. — Se você odiou, se achou injusto, se achou ridículo, eu aguento.
Ela respirou fundo.
— Eu não odiei — começou. — Nem achei ridículo. Eu achei… pesado. Bonito e pesado.
Ele assentiu, como se isso já fosse mais do que esperava.
— Quando eu li qu