Vitório
Vitório entrou no escritório com passos firmes, a mandíbula cerrada, os pensamentos em ebulição. Assim que a porta se fechou atrás de Lucila, o silêncio do ambiente o envolveu com um peso quase físico.
A madeira escura das estantes, os livros alinhados com perfeição, o cheiro de couro papel e lírios brancos, tudo ali era familiar, e evocava lembranças de quando trabalhava até adormecer sobre a mesa de carvalho branco.
Mas nada disso hoje, conseguia acalmar o que ardia dentro dele.
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