Vitório
O dia estava fresco e não havia sol. Ele cruzou os imensos corredores do suntuoso hall de entrada da Acrópole como quem atravessa um campo de batalha, firme, ereto, intocável.
O terno negro cortava sua silhueta alta com sobriedade, e os sapatos impecavelmente engraxados não emitiam um ruído sequer sobre o mármore polido. Os olhares de cobiça das recepcionistas e outras colaboradoras não causavam mais nenhuma emoção em Vitório.
Antes, quando ainda era ele mesmo, achava aqueles olha