Eduardo
Do lado de fora da galeria, Elisa segurou o braço de Eduardo com uma delicadeza ensaiada. O vento da noite agitava os fios soltos de seu cabelo, e o vestido vermelho ainda chamava atenção mesmo sob a luz amarelada da rua.
- A noite está só começando - ela disse, com um sorriso insinuante. - Podemos ir a um lounge que conheço. Tem música ao vivo, bons drinques… você vai adorar.
- Não, Elisa. - Sua voz saiu firme, seca, ele puxou sem delicadeza o seu braço. - Estou cansado. Vou sair sozin