A semana não poderia estar pior para Marina Gomes.
Primeiro, o motor do carro - uma caminhonete que viu seus melhores anos nos anos 80 - quebrou de vez. O mecânico foi claro: "Só um milagre, mocinha". Depois, o ônibus para a universidade passou lotado três vezes seguidas, deixando-a na calçada com a mochila pesada e a paciência esgotada. E agora, já atrasada para a prova de Química Orgânica, ela corria pela calçada estreita da Avenida das Essências como se o diabo estivesse atrás.
Trinta minuto