MARIA JULIA (MAJU)
O SUV cortava a noite escura de Nápoles. Eu estava algemada no banco de trás, imprensada entre dois soldados brutos que nem olhavam na minha cara. Ruggero ia no banco da frente, silencioso. Aquele maldito nem se dignava a virar a cabeça para trás.
Meus pulsos doíam. Meus lábios também — devia ter um corte no canto da boca, do depor daquele desgraçado. O gosto de sangue seco me enjoava.
Eu não sabia para onde estávamos indo. Só sabia que não era para um lugar bom.
Quando o car