Melissa
A sombra grita. Não é um som que ecoa pelo ar. É uma sensação que vibra dentro dos ossos, dentro da alma, dentro do vínculo.
Eu sinto.
Sinto como se algo estivesse sendo arrancado do mundo, como se a própria noite estivesse sendo rasgada ao meio. Meus dedos estão cravados no rosto de Kieran, minhas lágrimas caem sobre a pele dele, e eu continuo chamando.
— VOLTA PRA MIM! VOLTA, KIERAN!
Minha voz sai rouca, quebrada, desesperada. Mas eu não paro.
Não paro porque parar significa aceitar