Melissa
O tempo perdeu o sentido. Eu não sei se passaram minutos, horas ou uma vida inteira desde que comecei a chamar Kieran de volta. Meu corpo dói como se tivesse corrido por dias sem parar, minha cabeça pulsa, minha garganta arde de tanto sussurrar o nome dele.
Mas eu não paro.
Eu não posso parar.
Kieran está deitado na cama diante de mim, o rosto pálido, os lábios entreabertos, o peito subindo e descendo num ritmo lento demais para alguém tão vivo. Parece que qualquer silêncio mais longo