CAPÍTULO 47 - VERDADES QUE DOEM

DULCE

O tapa ainda ardia.

Não apenas na minha pele.

Mas em algum lugar muito mais profundo.

Fiquei parada na calçada do hotel, encarando Maria enquanto ela respirava pesadamente, como se tivesse acabado de travar uma batalha.

Eu ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido.

Durante anos eu fui a pessoa que mais tentou ajudá-la.

A que mais a protegeu.

A que mais abriu mão das próprias coisas por ela.

E mesmo assim...

Ali estava ela.

Me olhando como se eu fosse sua pior inimiga.

Lentamen
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