LIA
Eu estava sentada em uma cadeira dura no corredor frio da UTI Neonatal, coberta por um cobertor de emergência. A adrenalina havia passado, deixando para trás apenas a exaustão e o cheiro fraco de antisséptico e sangue. O filho de Alexandre e Lídia estava na incubadora; prematuro, mas lutando. Meu pai estava no andar de cima, ainda sob a ameaça velada de Lídia.
Lavínia e Marcelo estavam por perto, me observando com uma admiração que me fazia sentir estranha. Eu havia acabado de dar um tap