NARRADORA
O relógio marcava 23:30. Alexandre estava no escritório, mas sua mente vagava. Ele se pegou lembrando do sorriso exausto de Lia ao se despedir de Lorena. O mistério daquela garota era uma distração perigosa.
O toque do celular o tirou dos pensamentos. Era Marcelo, seu irmão e sócio.
— Alô? — atendeu Alexandre, impaciente.
— Relaxa, irmão. Estou te ligando para te salvar da sua própria rotina. Você está parecendo um robô.
— Estou trabalhando, Marcelo. Não tenho tempo para a