Um mês.
Alexandre batia os dedos ritmicamente na mesa de ébano do seu escritório, revisando os relatórios de investimento. Um mês desde que Lia, a "babá bagunceira" de Maria, havia entrado em sua casa. Ele esperava que ela durasse uma semana. Duas, no máximo. A maioria das babás fugia de Lorena em menos de setenta e duas horas.
Lia, no entanto, havia se instalado como uma força silenciosa e imbatível.
A casa estava diferente. Não havia mais o silêncio tenso de antes, nem as fugas histérica