A quadra da ONG parecia outra. Faixas coloridas penduradas nos muros, colchonetes no chão, luzes improvisadas nos postes. As crianças da comunidade corriam de um lado pro outro, e até Seu Zé do Gás apareceu com um isopor cheio de geladinho pra vender — ou, mais provável, distribuir de graça.
O clima era de festa. Mas também de revolução.
No canto, Mariana checava a conexão da internet. Jade ajeitava os últimos detalhes do telão. Isis terminava de pintar, com pincel e tinta branca, o letreiro em