O estalo seco do pulso eletromagnético foi seguido pelo cheiro de ozônio e o som de vidro estilhaçando. O galpão mergulhou em uma escuridão quase absoluta, quebrada apenas pelos reflexos das luzes distantes do porto nas poças de água gelada no chão.
— Matheo! — Ana gritou, mas sua voz foi abafada pelo som de um corpo colidindo contra as mesas de metal.
Matheo não perdeu tempo. No escuro, ele se moveu como um predador, guiado pelo brilho do tablet que Enzo ainda segurava. Ele atingiu o hacker co