Toronto, Canadá. Janeiro de 2027.
O termômetro na vitrine de uma farmácia marcava -15°C, mas para Ana Clara, o frio parecia vir de dentro. Ela apertou o casaco de lã pesada contra o corpo, sentindo os cristais de gelo arderem em suas bochechas enquanto caminhava em direção ao Toronto General Hospital.
Os primeiros seis meses foram um teste de sobrevivência que nenhum plantão na periferia de São Paulo a preparara para enfrentar. Ali, ela não era a "noiva do CEO" nem a "ex-dançarina". Ela era