O bipe dos monitores na UTI era o único som que preenchia o espaço entre Matheo e Ana Clara. As palavras dele — "Eu não consigo respirar sem você" — ainda ecoavam nas paredes brancas, mas o coração de Ana, embora acelerado, já não batia mais no mesmo ritmo daquela dependência emocional.
Ela olhou para o homem na maca. O poderoso CEO, agora reduzido a tubos e curativos. Ela o amava? Sim. Mas ela se amava mais.
— Matheo — ela começou, a voz firme, embora os olhos estivessem marejados. — O d