O envelope era simples, de papel kraft texturizado, mas o selo de cera azul cobalto com a insĂgnia dos Buonavitta fez o coração de Giorgio errar uma batida. Ele o encontrou sobre sua mesa, deixado anonimamente entre pilhas de contratos áridos. Ao abrir e ler o convite para o leilĂŁo "Cores Proibidas", um sorriso involuntário surgiu em seus lábios — o primeiro sorriso verdadeiro em meses.
Um brilho de admiração genuĂna iluminou seus olhos acinzentados. Giorgio sentiu um orgulho avassalador. ĂŤsis nĂŁo havia apenas sobrevivido ao ataque de Margareth; ela havia transformado a ruĂna em um espetáculo. Ele sempre soube que ela tinha essa força — uma presença que preenchia qualquer sala e uma resiliĂŞncia que o dinheiro nĂŁo podia comprar. Ela era, e sempre fora, a sua bĂşssola moral, a Ăşnica pessoa capaz de fazĂŞ-lo questionar o sentido de toda aquela opulĂŞncia vazia.
— Você nunca se rende, não é, Ísis? — sussurrou para o papel, sentindo o "velho Gió" agitar-se sob a pele do CEO.
Ao deixar o escri