Aurora Dunker
“De pé.”
A voz grave em russo me gelou a espinha. Não havia espaço para dúvidas ou perguntas, era apenas ordem. Continuei de joelhos, fingindo não compreender o idioma, os olhos fixos no chão.
“Imagino que, se não fala russo, fala alemão” disse ele, agora em alemão.
Ainda assim, não respondi. Vi sua paciência desaparecer quando, de repente, puxou algo preso ao cinto: um chicote de couro. Com um estalo seco, bateu no chão. O som ecoou pela sala, arrancando de mim um grito involuntá