Elise
A porta se abriu e eu levantei a cabeça de imediato. Minha respiração, que já tinha se estabilizado, acelerou bruscamente.
Era ele. Dominik.
Ele entrou sozinho. O sorriso direcionado a mim era vitorioso. A cadeira que estava no canto foi arrastada até minha frente.
Dominik sentou-se com a elegância habitual. Sem o terno, parecia informal, mas o rosto duro continuava ali, esmagando qualquer ilusão de segurança.
— Como vai, Elise? — cruzou as pernas e apoiou as mãos no colo. — Sua aparência está péssima. Parece… o dia em que a encontramos na rua.
Meu corpo tremeu. As memórias voltaram rápido demais. Assim como a certeza de que ele sempre cumpria o que prometia.
— É lamentável termos chegado a esse ponto — disse, com a voz mansa demais. — Fui paciente, mas cheguei ao limite. Logan perdeu o controle e eu, como pai, preciso ajudá-lo a reencontrar o caminho.
Ele inclinou levemente a cabeça.
— Você deve entender, afinal deu a luz a dois filhos, sabe que fazemos tudo por eles.
Cerrei os