Elise
Assustei-me quando a água foi jogada no meu rosto. Puxei o ar com dificuldades. Meus olhos ardiam, a cabeça latejava. Quando percebi o ocorrido, entrei em pânico.
Eu estava tonta, mas conseguia enxergar os homens à minha frente. Mesmo que não pudesse ver seus rostos devido às máscaras que deixavam apenas olhos e bocas aparentes, senti um grande desespero ao perceber que tinha sido sequestrada e que estava com as mãos e os pés amarrados.
— É a primeira vez que pego uma ômega tão refinada. — O homem abaixou-se e alisou minhas pernas por cima da roupa.
Eu, que estava deitada no chão, debati-me com horror. Não podia gritar, meus lábios estavam selados com uma fita.
— Essas roupas parecem de marca. — Ele riu baixo. — Você deve ter muita grana.
— O chefe bem que podia nos deixar provar dela — outro homem, que estava em pé, disse com um sorriso de divertimento.
— Seria bom realmente, mas como não foi dito nada, é melhor não mexermos. — Ele se levantou e puxou uma cadeira. — Ela está