Rafael
O vapor do banho ainda grudava na minha pele quando saí do banheiro, enrolado apenas em uma toalha, com a adrenalina pulsando nas têmporas. Eu a ouvi. Ouvi o som suave dos passos de Isadora no quarto enquanto eu estava sob a água quente. Senti a presença dela, o rastro daquele perfume de baunilha que ela usara o dia todo para me torturar sistematicamente. Eu sorri sozinho no chuveiro, imaginando que o jogo de provocações dela finalmente a tinha levado ao destino inevitável: a nossa cama.
Mas, quando abri a porta, o quarto estava mergulhado em um silêncio sepulcral.
Vazio.
Olhei ao redor, esperando que ela estivesse escondida no closet ou apenas brincando de esconder, continuando o jogo do restaurante. Nada. A cama estava impecável, os travesseiros alinhados como se zombassem da minha expectativa.
— Droga, Isadora... — rosnei, jogando a toalha de lado e vestindo apenas uma calça de moletom preta.
A raiva começou a subir, quente e densa, misturando-se ao desejo que ela vinh