Rafael
O vapor do banho ainda grudava na minha pele quando saí do banheiro, enrolado apenas em uma toalha, com a adrenalina pulsando nas têmporas. Eu a ouvi. Ouvi o som suave dos passos de Isadora no quarto enquanto eu estava sob a água quente. Senti a presença dela, o rastro daquele perfume de baunilha que ela usara o dia todo para me torturar sistematicamente. Eu sorri sozinho no chuveiro, imaginando que o jogo de provocações dela finalmente a tinha levado ao destino inevitável: a nossa cama