Isadora
Entrei no quarto como se estivesse fugindo de uma tempestade. Meus pulmões pareciam pequenos demais para a quantidade de ar que eu tentava puxar, e a inquietação vibrava em cada terminação nervosa do meu corpo. A conversa com d. Constança havia virado meu mundo de cabeça para baixo.
Rafael estava sentado na borda da cama, ainda vestido com a camisa social, mas com os primeiros botões abertos e as mangas dobradas. Ele segurava um tablet, mas o deixou de lado no instante em que me viu.