Rafael
Eu estava mergulhado em algoritmos, tentando focar a mente em qualquer coisa que não fosse o rosto de Isadora quando, subitamente, a porta do meu escritório foi aberta com um estrondo. Tatiana entrou apressada, o rosto pálido e a voz carregada de frustração, seguida de perto por Lívia, que caminhava com a arrogância de quem ainda se sentia dona do império.
— Senhor Vaz, sinto muito. Ela entrou à força, não consegui contê-la — Tatiana disse, já com a mão no telefone. — Devo chamar a segurança?
Olhei para Lívia com um desprezo que faria qualquer outra pessoa recuar, mas ela apenas ajeitou os óculos escuros com um sorriso cínico.
— Saia, Tatiana. E deixe a porta aberta — ordenei, sem desviar os olhos da mulher à minha frente.
Lívia avançou com um balanço de quadris calculado. Ela sentou-se na cadeira diante da minha mesa e cruzou as pernas de forma deliberadamente provocante, permitindo que a fenda de sua saia revelasse mais do que o decoro exigia. Eu vi a renda de sua calcin