Rafael
O elevador do prédio de Tatiana subia em um silêncio absoluto, quebrado apenas pelo zumbido mecânico que parecia ecoar dentro da minha cabeça latejante. Eu ainda carregava o cheiro de uísque e o ar pesado daquela noite de hotel. A dúvida era uma infecção; ela começara pequena e agora corria por minhas veias, paralisando minha lógica. Se a intuição de Tatiana estivesse correta, eu não era o traído. Eu era o carrasco.
Quando a porta se abriu, Tatiana já me aguardava. Seus olhos, geralmen