Isadora
A recepção era um mar de rostos borrados, taças de cristal tilintando e uma opulência que parecia sugar o oxigênio do jardim. Eu estava ali, com o diamante de Rafael pesando no meu dedo e o sobrenome Alcântara agora colado à minha identidade como uma marca de ferro em brasa. Eu era a noiva perfeita. Sorria nos momentos certos, agradecia os cumprimentos e mantinha a postura ereta, embora, por dentro, eu estivesse desmoronando.
— O casal me daria a honra? — A voz de Beatrice surgiu, e a