Isadora
A raiva e a tristeza, misturadas com o ácido cortante da culpa, eram insuportáveis. Eu tinha que sumir daquela casa, fugir do controle de Rafael, mas e se Sofia fosse morar com a louca da mãe?! A culpa seria ainda pior, acabaria comigo. Eu estava encurralada.
— Certo. Eu assino essa droga de papel, Rafael, mas nas minhas condições! — Eu mal conseguia respirar, mas precisava manter a dignidade.
Ele deu uma risada curta, seca, cheia de escárnio.
— O que aconteceu com Sofia foi péssimo