Isadora
A raiva e a tristeza, misturadas com o ácido cortante da culpa, eram insuportáveis. Eu tinha que sumir daquela casa, fugir do controle de Rafael, mas e se Sofia fosse morar com a louca da mãe?! A culpa seria ainda pior, acabaria comigo. Eu estava encurralada.
— Certo. Eu assino essa droga de papel, Rafael, mas nas minhas condições! — Eu mal conseguia respirar, mas precisava manter a dignidade.
Ele deu uma risada curta, seca, cheia de escárnio.
— O que aconteceu com Sofia foi péssimo, mas eu não tenho culpa. Não vou negociar. O contrato é do meu jeito se você quiser.
— Não vou pedir para Eduardo refazer o contrato. — Minha frase foi interrompida pelo choque.
— Eduardo quem fez o contrato? — Eu perguntei, incrédula. O homem que havia me cortejado, que me ofereceu estabilidade, estava por trás desse absurdo.
— Sim, o próprio. — O sorriso frio dele era uma arma. — Você acha que porque ele teve uma quedinha por você não faria algo do tipo? Nós somos família, Isadora. E famíl