Eu estava nervosa, fui em direção ao escritório de Rafael. Só que eu não era mais a mesma mulher que saiu daquela casa semanas atrás. E eu me recusei a voltar como se nada tivesse acontecido. Por isso cheguei antes e o esperei.
Quando a porta se abriu, o estômago se fechou.
Rafael entrou.
Expressão tensa. Aquele tipo de presença que sempre fazia o ambiente encolher… e eu junto. Só que hoje não. Hoje eu estava em pé.
— Você chegou cedo — ele disse, fechando a porta atrás de si.
Ele caminhou até a mesa, mas antes que pudesse começar qualquer discurso, eu estendi o papel — o cronograma.
— Isso é pra Sofia.
Ele nem escondeu o estranhamento.
— Já está fazendo planos antes mesmo de conversarmos? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Planejamento faz parte do meu trabalho. E Sofia precisa dessa organização.
Ele pegou o papel, mas não olhou. Apenas o girou entre os dedos, pensativo, quase… irritado.
— Interessante — disse, com um meio sorriso. — A última vez que você me entregou