Eu não tinha mais escolha. Essa era a verdade que eu estava tentando engolir há semanas.
Sofia precisava ir para uma escolinha.
Sempre prometi a mim mesmo que a levaria o mais tarde possível — queria estar presente, queria compensar cada ausência da mãe dela, queria ser pai e mãe enquanto eu conseguisse. Mas agora… não dava mais para evitar. Já tinha tentado tudo: professores particulares, babás, entrevistas intermináveis. E nenhuma funcionava.
Isadora não quis voltar — pelo menos foi o que eu achei.
Nas últimas semanas testamos três novas candidatas. Sofia odiou todas. E uma delas… eu mesmo mandei embora antes do dia terminar. Não consigo permitir que qualquer pessoa encoste na minha filha.
— Papai, não quero ir pra escola. Vou sentir saudade… — Ela protestou, os olhinhos grandes brilhando de medo.
Respirei fundo, tentando ficar firme por nós dois.
— Meu amor… vai ser legal. Você vai fazer amiguinhos, vai brincar, vai aprender coisas novas, vai amar…
— Não quero! E… não vou