Isadora
A luz cinzenta do amanhecer filtrava-se pelas frestas da cortina, desenhando listras pálidas sobre o lençol de linho. Eu estava acordada há algum tempo, imóvel, com os olhos fixos em um ponto qualquer da parede, enquanto o peso do corpo de Rafael ao meu lado parecia exercer uma força gravitacional sobre cada um dos meus pensamentos.
Eu não o encarei de imediato. Preferi manter os olhos fechados por mais alguns segundos, tentando processar o que havia acontecido. A madrugada não fora a