Isa
Dou a última colherada no prato da Aurora enquanto ela balança as perninhas na cadeira, distraída com o desenho na televisão. O cabelo dela ainda tá todo bagunçado de sono, e eu preciso segurar um sorriso antes de limpar o cantinho da boca suja de leite.
— Devagar, meu amor — digo, passando o guardanapo no rosto dela.
Ela ri, segura minha mão por um segundo e volta pro pão como se o mundo dependesse disso.
Eu queria estar só pensando nela agora. Na rotina. No café passado forte demais. No s