Eu quase não presto atenção no começo.
Aurora está atrás de mim, balançando as pernas e contando que vai escolher o milk-shake “mais rosa do mundo”. Eu respondo qualquer coisa, rindo, tentando entrar no clima dela.
Eu precisava desse passeio.
Precisava de uma tarde normal.
No segundo semáforo, eu noto um carro preto no retrovisor. Nada demais. Só mais um no trânsito.
No terceiro, ele ainda está lá.
No quarto, eu começo a prestar atenção de verdade.
Não é colado demais. Não é agressivo. Só… cons