A mensagem chegou pouco depois da meia-noite.
Curta. Fria. Sem assinatura.
Anthony a recebeu em um dos dispositivos paralelos, isolados da rede principal. O alerta silencioso vibrou uma única vez. Ele não precisava ler duas vezes para entender o peso daquilo.
— Ela mordeu — murmurou, já caminhando pelo corredor em direção ao escritório principal.
Dominic estava acordado. Não dormia desde a confirmação do vazamento. Sentado diante da mesa, mangas da camisa arregaçadas, ele observava uma sequência de telas com dados cruzados: horários, acessos, mapas de comunicação. Tudo indicava o mesmo padrão — cuidadoso demais para ser amador.
Anthony entrou sem bater.
— Temos resposta — disse, direto. — O vazamento saiu da casa e foi repassado quase imediatamente. Menos de quarenta minutos.
Dominic ergueu o olhar.
— Destino?
— Um nó intermediário. Empresa de fachada, servidor espelho. Mas… — Anthony hesitou por um instante raro. — O sinal passou por alguém que já apareceu antes. Não com Isa