O silêncio que se instalou na mansão naquela manhã não era tranquilizador. Era denso. Estratégico. Como se cada parede soubesse que algo estava prestes a acontecer e aguardasse, paciente, o primeiro erro humano.
Dominic não dormira.
Passara parte da noite no escritório, observando relatórios que já conhecia de cor, apenas para manter a mente ocupada. O recuo do intermediário o incomodava mais do que qualquer ataque direto. Pessoas que desapareciam depois de serem tocadas… raramente voltavam com boas intenções.
Anthony entrou pouco depois das sete, trazendo café e uma expressão fechada.
— Nenhuma nova comunicação desde ontem à noite — disse, pousando o copo na mesa. — Nem da Isabella, nem do canal criptografado.
— Eles mudaram de jogo — Dominic respondeu. — Estão esperando.
— Ou observando — Anthony completou.
Dominic assentiu lentamente.
— Isso significa que Elena não sai do nosso campo de visão.
Anthony hesitou por um instante.
— Ela já percebeu isso?
— Ela percebe tudo —